Um MVP de software é uma versão inicial que permite testar uma hipótese importante com pessoas que enfrentam o problema. Ele não é apenas uma lista reduzida de funcionalidades: precisa permitir que alguém conclua uma tarefa real e que a equipe aprenda com esse uso.

Primeiro, defina quem usará o produto e qual dificuldade concreta essa pessoa precisa resolver. Em seguida, descreva o caminho completo da tarefa, desde o ponto de partida até o resultado esperado. Se o fluxo depender de muitas tarefas secundárias, escolha qual delas é indispensável para testar a hipótese.

Separe o escopo em três grupos: o que precisa funcionar para completar o fluxo, o que pode ser feito manualmente durante o teste e o que ficará para depois. Essa distinção evita automatizar etapas antes de saber se elas são necessárias.

Defina também o que será observado. A pessoa conseguiu concluir a tarefa? Onde pediu ajuda? Que parte gerou dúvida ou retrabalho? Essas perguntas ajudam a decidir se o produto deve avançar, ser ajustado ou ter a hipótese revista.

O MVP não precisa ser tratado como produto acabado. Segurança, privacidade, confiabilidade e acessibilidade continuam fazendo parte das decisões da primeira versão; o que muda é a quantidade de fluxos incluídos. Um escopo claro conecta o que será desenvolvido ao aprendizado que a equipe precisa obter.

← Voltar para o blog